
Ruby On Rails não tem interface visual que torne o desenvolvimento
realmente produtivo como o ASP.NETRuby On Rails não tem um framework por traz dele, o que o torna
limitado e por isso não o levo a sério e não recomendo que levem. ASP.NET tem um framework, JSF também, esses dois devem ser levados a sério. Ruby não.A questão MVC x CodeBehind que você colocou nos comentários não fez sentido. MVC no ASP.NET = aspx + .vb + classe.
É uma pena que tantos desenvolvedores estejam seguindo um caminho sem muito futuro…
Dennes Torres
MCAD,MCSD,MCSE,MCDBA,MCT
Se você não entendeu nada, eu explico.
Tudo começou aqui neste blog: Nome do Jogo
Continuou no blog do Samir: Simple Code
E foi parar até no blog do Eduardo Miranda: Console.write(this.Opinion)
E terminou com este comentário do Dennes Torres (acima) no blog do meu amigo Samir.
Antes de comentar a respeito, gostaria de explicar quem é Dennes Torres. Ele é uma figura muito conhecida pela comunidade .Net. Possui as certificações MCAD, MCSD, MCSE, MCDBA e MCT, é diretor da Búfalo Informática, líder do grupo de usuários devASPNet e Representante
nacional de Marketing da INETA (International .NET Association).
Diante deste comentário feito por uma pessoa com tal currículo, chego às seguintes conclusões:
1. Certificações não valem nada.
Não sei se você sabia, mas já cogitaram criar uma certificação para Ruby.
Diante disto gostei muito de um post publicado por Jamis Buck, que trabalha na 37signals. Neste post Jamis lança uma pergunta: “Pode uma certificação produzir programadores competentes?”, ele mesmo dá a resposta: “Não. Se você é certificado e é competente, então você já era competente antes de ser certificado.”
Ainda neste mesmo post, Jamis comenta que “certificações são usadas primariamente por ‘tomadores de decisão’ ignorantes como uma forma de discriminação”.
Uma certificação nunca vai conseguir provar se uma pessoa é um bom ou ruim programador. A única forma de se comprovar isto é vê-lo programando. E para provar que não estou mentindo, está aí o comentário no começo deste post.
2. Não existe programador vidente.
É simplesmente impossível determinar se uma tecnologia tem ou não tem futuro.
Veja um post do próprio Dennes no seu blog, onde ele narra a sua descoberta da web 2.0 (detalhe que ele só descobriu isto em setembro deste ano). Neste post nosso amigo diz:
A Microsoft ficou muito conhecida por ter perdido a onda da web quando esta surgiu, posteriormente conseguindo se recuperar. Agora, mais uma vez, ela perdeu outra onda, a onda da Web 2.0
Meditando sobre este assunto, ele conclui:
Nós, que trabalhamos com tecnologia e mais especificamente com tecnologia Microsoft, criamos uma panela tão fechada em torno de nosso trabalho que tal panela acabou por nos prender e não vimos uma evolução tão grande passando ao nosso lado.
Que isso nos sirva como um grande aprendizado.
O que ele fala aqui é uma tremenda de uma verdade. A própria Microsoft com seus milhares de excelentes funcionários e com líderes que são considerados algumas das maiores mentes da nossa área, já deixou grandes oportunidades passarem simplesmente porque não conseguiu prever o futuro.
Na verdade nenhum de nós pode. É exatamente por isto que você nunca, eu disse NUNCA, deve dizer que uma determinada tecnologia tem ou não tem futuro.
Nós que vivemos de tecnologia precisamos de muito mais do que predições feitas por pessoas apaixonadas por uma determinada empresa. Precisamos de evidencias.
Para decidir se você deve investir no Ruby ou não, é melhor se basear em dados como estes:
Ruby declared TIOBE’s Programming Language of the Year 2006!
Ruby já é a décima liguagem mais popular do mundo, e continua subindo.
Linguagem Ruby em alta no Brasil, aponta estudo Evans Data
3. Nunca fale sobre algo que você não conhece.
Se você fizer isto corre o risco de falar besteira.
Se quiser defender sua linguagem ou plataforma favorita, faça como o Eduardo Miranda. Respeite a opinião das outras pessoas e somente fale sobre o que você domina.
Melhor do que isto, antes de lutar pela sua linguagem de programação como um soldado fiel, estude outras linguagens, veja como funcionam. Nem que seja para ver como seu inimigo trabalha.
Eu trabalho com C# há muitos anos. Decidi aprender Ruby por curiosidade, e gostei. Agora posso citar dezenas de razões para você considerar Ruby on Rails melhor do que .Net e também posso citar outra dezena de razões para lhe mostrar que .Net é melhor do que Ruby on Rails.
Siga o conselho do Ronaldo Ferraz: “Aprenda uma linguagem por ano”.
Finalizando
Apenas para finalizar gostaria de dizer que não tenho nada contra o Dennes Torres, pelo contrário, quando programador Visual Basic (já faz tempo, hein), recorri diversas vezes aos seus artigos em busca de ajuda que com certeza foram de imenso valor.
Este post é apenas uma forma de dizer aos meus leitores: Evoluam. Não parem no tempo. Estudem Ruby, estudem C#, estudem Rails e estudem ASP.Net. Quanto mais você sabe melhor você é.
E só falem quando tiverem certeza…

21 Comentários em "Ruby on Rails não tem futuro – corra atrás da sua certificação enquanto é tempo"
É isso ai Carlos, disse tudo e mais um pouco
Muito obrigado Carlos, digamos que fui um pouco ríspido com o Dennes Torres, que até peço desculpas por chamar de Denis.
Mas o ponto é realmente este, conheça antes de falar de algo que não sabe, antes que possa ofender alguém.
Não conheço .NET, comecei a aprender um pouco devido a um pedido da empresa onde trabalhava, mas logo vi que não é pra mim.
Não tenho conhecimento para falar bem ou mal, só sei que não é minha praia, não me dou bem com estes frameworks como Visual Studio ou Delphi só isso.
Mas sempre que um amigo que está começando me pergunta se é bom, eu falo de Java e .NET que são as linguagem que “dominam o mercado” hoje, portanto tem mais oportunidades de emprego imediato, mas também falo pra ficar de olho em Ruby On Rails que acredito que vá ter muita coisa boa neste ramo nos próximos anos e quem estiver na frente leva vantagem.
Está quase como aquele CEO do Pão de Açúcar que ia dar um tiro na Cabeça de implantassem Linux na Empresa, hoje o Pão de Açúcar tem Linux e ele não cumpriu a promessa !!!!
Abraço,
Alfredo
Pois é!
Depois dessa, está mais do que comprovado que certificações não valem NADA.
Na boa, se o cara vai falar algo, fale de algo que ele conheça. Ruby on Rails não tem um framework por trás? Dá pra perceber que ele conheco bem! Mas se bem que é verdade, o Rails não tem UM framework, tem VÁRIOS! É por isso que ele sozinho, é chamado de MetaFramework. Eu não vou falar nada de .Net, pq não conheço!
E também não vou ficar aqui defendendo o Ruby/Rails. Isso é o que eu uso HOJE. Só que o futuro pode estar em Erlang, D, ou qualquer outra linguagem. Niguém sabe!
E outra: “There’s no Silver Bullet!”
Carlos,
Pegar algumas frases e tira-las totalmente do contexto é realmente algo muito fácil. Até você consegue fazer !
Mas dai a ter lido o artigo que escrevi no blog e entendido que não se refere de forma alguma a tecnologia de desenvolvimento de software, ai é outra história…
Não deveria atirar a primeira pedra se tem telhado de vidro… seu blog mesmo não utiliza nem 1/3 dos recursos apontados pelo artigo do qual você mesmo tirou estas frases… parece que você também precisa aprender um pouco mais sobre a Web 2.0… Aposto que não ficou sabendo que importante dia foi esta 5a feira, o que a blogosfera nacional fez de importante hoje, não é ? Pois é, acontece…
É muito fácil atacar pessoas… é bem simples… mas atacar idéias, é uma história totalmente diferente…
Vocês não conseguiram nem mesmo responder a análise do Eduardo Miranda no blog dele, imagina se vão conseguir responder tecnicamente as observações que acabei de fazer no blog do Samir…
Quanto a certificação, realmente é uma dúvida recorrente de muitas pessoas que ainda não as obtiveram saber o quanto realmente uma certificação vale. Alguns simplesmente ficam em dúvida, outros preferem debochar de forma totalmente sem sentido.
Por isso, há algum tempo atrás, escrevi um artigo sobre as certificações (está um pouco desatualizado, é antigo) em que faço uma analogia, uma analogia bem simples, até vocês entenderão, sobre a importância da certificação : http://www.bufaloinfo.com.br/artigos/coluna03.asp
Uma questão interessante é a comparação do Alfredo entre Visual Studio e Delphi. Será que ele sabe que esta comparação encontra-se 5 anos tecnologicamente atrasada ? Isso explica tudo sobre o fato de preferir Ruby ao .NET.
Também me deixa suspeitas sobre o motivo de você, Carlos, ter apontado como pesquisa a favor do Ruby um estudo de uma obscura empresa americana, sendo um estudo tão sem sentido que coloca na mesma panela um C#, PL/SQL e JavaScript, esquecendo-se totalmente do fato de que se o desenvolvedor estiver programando em C# com Oracle para web ele vai utilizar todas as 3!
Interessante como a ComputerWorld caiu na mesma besteira de comparar Ruby com Javascript em um texto comparativo como esse. Mesmo veiculos de mídia conhecidos como esta revista hoje não são mais confiáveis, por isso esta 5a feira foi tão importante para a blogosfera, ah, mas vocês não sabem, não viram, né ? Esqueci…
Fico aguardando então algum comentário realmente técnico de vocês sobre as informações que eu postei, ou pelo menos sobre as informações que o Eduardo postou, porque ficar fazendo comparações tecnológicas que estão 5 anos defasadas, é meio estranho, né não ?
Dennes
hahaha…
Você não se deu ao luxo nem de ao menos pesquisar o que é Ruby on Rails antes de falar.
Se você leu o que escrevi (o que eu duvido), vai perceber que não estou comparando tecnologias, até porque não se pode comparar uma banana com uma maça. As duas são frutas, mas são bem diferentes concorda? Comparar linguagens de programação é a mesma coisa.
Hoje trabalho em dois projetos. Um em Ruby on Rails e outro em C#. Se você der uma boa olhada nos outros posts deste blog vai ver que defendo o C#. Viu, também estou do seu lado.
O que eu não concordo é exatamente o que você fez no primeiro post no blog do Samir. Atacar algo sem ao menos saber do que está falando. E usar um monte de siglas para se defender como se isto valesse alguma coisa. Ou você mencionou todas as suas certificações apenas por força do hábito mesmo?
Ruby on Rails tem se tornado um novo paradigma no desenvolvimento de software para web. Não é por menos que empresas como IBM, Yahoo, Amazon, Siemens, Eletronic Arts estão apostando nele. Aliás até a sua idolatrada Microsoft está fazendo isto, veja: http://ironruby.rubyforge.org/
Faça um favor para você mesmo. Pesquise antes de se pronunciar mais uma vez.
tsc, tsc… como eu dise… é mais fácil atacar pessoas do que atacar idéias… não escreveu um sequer argumento técnicos ai…
Na primeira tentativa misturou totalmente o conceito de linguagem de programação, dizendo ser o .NET uma linguagem de programação, não podendo compara-lo e etc… 5 anos de atraso… Acorda ! .NET é uma máquina virtual, não uma linguagem de programação !
Por mais que C# seja uma linguagem, você não pode compara-lo ao Ruby, pois você não pode considerar o C# sem considerar a máquina virtual, sozinho C# não é nada !
É exatamente essa a parte boa do framework .NET : A possibilidade de encaixar novas linguagens, como o IronRuby. IronRuby é o Ruby sem o Rails, jogando o Rails fora e passando a trabalhar com .NET. Entendeu agora a mistura de conceitos que você está fazendo, ou quer que eu desenhe ?
Fala bobagem e depois diz que eu não sei do que estou falando… pois é … dizer que eu não sei o que estou falando é muito fácil… dar um argumento técnico que é bom, é outra história…
Dennes
Dennes,
Por mais que o .NET seja um ambiente com várias possibilidades, ele nunca vai deixar de ser uma ferramenta proprietária e deixar você atrelado no Windows, e não vamos citar o projeto Mono, pq não dou credibilidade nenhuma para esse projeto, vamos focar na realidade que é o ambiente Microsoft….
Qual a outra grande diferença do Rails com relação ao ASP.NET? A questão da liberdade!
Enquanto o ASP.NET se comunica bem com o SQL Server e em segundo plano para outros bancos, o Rails atende os demais bancos do mercado de forma semelhante.
Enquanto o ASP.NET decida a se comunicar apenas com o IIS, o Rails me da liberdade de usar Apache, IIS, Lighttpd, Mongrel e Litespeed.
Enquanto o ASP.NET trabalha com Windows Server, o Rails me da opções como Windows, Linux e servidores Unix.
Enquanto o ASP.NET requer Windows e Visual Studio, no Rails existe a liberdade de sistema operacional e qualquer editor de texto.
Enquanto o .NET Framework é uma plataforma fechada da Microsoft, a comunidade Rails tem a liberdade de contribuir com o Core Team.
E volto a reforçar novamente, Microsoft não é solução pra tudo!
Até ano passado eu pensava exatamente como vc, mente fechada! Mas vi que as coisas podem ser diferentes e simples ao mesmo tempo, nós é que gostamos de complicar.
Samir,
Não vou entrar no assunto de “liberdade” e SL, porque isso é outra coisa, gera uma argumentação enorme. Tenho meus argumentos sobre isso que normalmente apresento em palestras, vou publicar em breve na forma de vídeo.
“Segundo plano com outros bancos”
Neste ponto está enganado. O .NET se comunica perfeitamente com bancos de dados OLEDB, ODBC, além de possuir providers específicos para MySQL, PostGree, Oracle, fazendo acesso direto sem intermediários.
O Rails não é alternativa, pois não faz tudo que o .NET faz. Se você corre para o Rails, você está se prendendo a aplicações web e desenvolver soluções exige que você vá bem além das aplicações web.
Quanto ao Mono, ele funcionou perfeitamente até o framework 1.1, com o ASP.NET funcionando no Apache. Passou a ser desacreditado quando não conseguiu acompanhar a evolução do framework .NET
Você sabia que existem máquinas virtuais da Microsoft para rodar em FreeBSD e MacOs ? Pois é, existem.
Mas ok, digamos que você não quer usar windows ou que você faz questão de uma portabilidade windows/linux (apesar de eu não acreditar na existência, mas isso é outra história…)
Então use Java. Use a JVM. Com a JVM você obtem a portabilidade que deseja para o ambiente Linux. A JVM permite que você continue implementando uma solução completa : Aplicações desktop, aplicações web, componentes, webServices, enfim, a solução completa, ao contrario do RoR que não permite isso, prendendo você só com um pedacinho da solução.
Quanto a usar o VS ou utilizar um editor de textos, bem, aquelas tarefas que descrevi nos comentários do seu blog eu prefiro fazer sem digitar código do que tendo que mudar alguns milhares de linhas de código. Se eu precisar, posso personalizar o processo onde eu desejar. Mas enquanto não preciso, posso fazer as alterações que citei sem nem ao menos lidar com código.
Quanto a estar preso em tecnologia Microsoft, bem, minha resposta acima já indica se estou ou não, não é ?
Dennes
Dennes,
Não li em nenhum lugar que o Rails (framework para desenvolvimento de aplicações de pequeno e médio porte para a wob) se compara ao .Net, que é um framework, num outro sentido da palavra. Podemos no máximo comparar Asp.Net com Rails.
Esse tipo de comparação é o mesmo que comparar bananas com maçãs.
Agora, também não li meus amigos comentando que o Rails é a solução para tudo! É claro que não é!
Ele é um metaframework que tem um certo nicho. Diretamente do site:
“Rails is a full-stack framework for developing database-backed web applications according to the Model-View-Control pattern.”
Ele não serve para tudo. E NADA vai servir para tudo. Repito aqui: “There’s no silver bullet!”.
Ficar preso à tecnologias/certificações é não enxergar que o futuro ninguém conhece.
Arthur,
Ignorar fatos técnicos, como os que citei no blog do Samir e as consequencias de tais fatos técnicos no desenvolvimento e produtividade, é fanatismo religioso.
Dennes
Dennes,
“IronRuby é o Ruby sem o Rails, jogando o Rails fora e passando a trabalhar com .NET. Entendeu agora a mistura de conceitos que você está fazendo, ou quer que eu desenhe?”
O IronRuby é uma implementação .Net para Ruby, e se for compativel com o MRI, vai rodar Rails. Ou seja, não existe isso de IronRuby jogar o Rails fora. No mais, acho que é uma boa demonstração de poder das duas partes: por um lado a plataforma .net com uma maquina virtual bem estabelecida e capaz de receber novas linguagens, e por outro Ruby – e por conseqüências Rails – se tornando cada vez popular.
No mais, só uma pequena observação: vc citou ataques pessoais mais de uma vez explicando como eles devem ser substituídos por argumentos técnicos. Quer me explicar esse trecho então:
“…em que faço uma analogia, uma analogia bem simples, até vocês entenderão, sobre a importância da certificação…”
valeuz…
Vixi, segura que virou briga!!!
Discussão sobre tecnologias sempre gera muito calor e pouca luz. Mas são um bocado divertidas
Eu sou da turma do “deixa disso”… e volto a encher o saco de vocês: “Quem quiser usar, use. Quem não quiser, não use”. Se o Dennes não está a fim e acha que um caminho errado, ué, e daí?
“Ahhh… mas ele está errado”… se realmente estiver, problema dele. E se ele estiver certo, problema nosso (que resolvemos nós mesmos, eu acho…)
Sigamos o conselho do sábio Tiuzão Metaleiro (que é metaleiro, mas é sensato): larga mão e vamos desenvolver coisas legais
Essa conversa vai longe heheheh….
Dennes,
Acho que quem ta fazendo fanatismo religioso aqui é você! Desde o primeiro comentário no meu blog até aqui, vc atacou literalmente o Rails sem conhecer….que ele não é enterprise, que num é isso, que num é aquilo! E por favor esqueça essa conversa de máquina virtual, o assunto não é esse!!!
Desde o começo da conversa, é como o Rails se mostra inovador num ambiente de desenvolvimento para WEB, nenhum framework web até hj seja .NET, Java, Python ou PHP conseguiu inovar nesse ponto.
Faça uma aplicação, conheça os dois mundos e veja a diferença absurda, depois vc vem argumentar…
Chega não escrevo mais hehehehe…..
abraços!
Samir,
Conte quantos argumentos técnicos existem em minhas mensagens e quantos na sua. Então vejamos quem está debatendo e quem está com fanatismo.
Você realmente entendeu errado o que eu disse desde o inicio :
“nenhum framework web até hj seja .NET, Java, Python ou PHP conseguiu inovar nesse ponto.”
.NET ** Não é um Framework web **
JVM (e não Java) ** Não é um Framework web **
Ambos são frameworks completos de desenvolvimento que possibilitam, qualquer um dos dois, que você desenvolva toda uma ** solução ** para um cliente.
Uma solução envolve aplicações web, aplicações windows, componentes de negócio sendo compartilhados entre aplicações web e windows, acesso distribuido aos componentes de negócio, aplicações para pocket com acesso aos componentes de negócio, enfim, toda esta estrutura que você pode desenvolver por inteiro para ** uma solução ** em .NET ou na JVM, mas não no RoR.
Digamos que você tente fazer no RoR. RoR não desenvolve para windows, porque não tem um framework, uma máquina virtual, que suporte isso. Então como você vai compartilhar os componentes de negócio entre aplicações windows e web se está desenvolvendo as aplicações web com RoR ?
Bem, você pode utilizar webServices, RoR suporta fazer chamadas a webServices ? Digamos que sim. Ainda assim você não chega a obter o SOA – Serviced Oriented Architecture – que as empresas hoje buscam, você fica preso a webServices.
Ainda assim você estará utilizando HTTP para chamada de componentes distribuidos em uma rede local, o que não é muito bom. RoR deixa você fazer isso via TCP, utilizando sockets ? Realmente não sei, poderia confirmar para mim ?
Digamos que seja possível. Ainda assim você precisará fazer a implementação de inúmeros protocolos WS* via codificação. Isso não é problema, é bem simples, são apenas 56.296 linhas de código (foi testado com uma versão antiga do framework, sem os recursos atuais. Ao portar para o RoR vai variar um pouco, claro).
Pois é. Então optar pelo RoR significa estar restrito a fazer pequenas aplicações web, porque as empresas que necessitarem de soluções maiores vão buscar a solução completa em um ambiente único, JVM ou Framework .NET.
Será que futuramente haverá uma máquina virtual completa para o Ruby, ao invés do Rails, que é restrito ao ambiente web ? Bem, já existe o IronRuby, que conforme a explicação que postei detalhadamente em uma mensagem que provavelmente o Carlos irá deletar, abandona o Rails e utiliza toda sua síntaxe sobre o Framework .NET, sobre recursos da versão mais atual, a 3.5 inclusive. Então quem vai se esforçar para começar do zero uma nova máquina virtual para o Ruby ?
Bem, os argumentos técnicos encontram-se ai, e são os mesmos que estou falando desde o inicio : Não tem sentido você dizer que o RoR é melhor do que o ASP.NET, como você insistiu em seu artigo, quando o ASP.NET possui por trás dele todo um framework de uma máquina virtual para a criação de uma solução completa e o RoR não. Ficou na dúvida ? Confere minha primeira mensagem, é exatamente isso que está lá.
Dizer que não sei do que estou falando – e eu sei do que estou falando – é atacar a pessoa e não a idéia. Os argumentos estão ai, se vocês desejarem debater, estou a disposição. Se não desejarem debater, bem, atacar a pessoa é mais fácil, não é ? Fiquem a vontade.
Agradeço pelas (poucas) informações técnicas que me permitiram estabelecer claramente o paralelo entre o RoR e o .NET Framework, objetivo desde o inicio da conversa.
Dennes
Dennes,
Você sabe o que é JVM?
O que é .Net Framework?
O que é CLR?
Porque até agora vc está fazendo uma confusão danada. Para ficar mais fácil.
Já que vc claramente não entende do assunto:
Compare Rails com ASP.Net apenas.
Ruby = linguagem de programação.
Rails = Framework para desenvolvimento WEB (atenção para o WEB)
Não venha discutir se o .Net Framework tem mais recursos que o Rails. É claro que tem… o Rails só contempla desenvolvimento WEB.
O .Net Framework tem tudo dentro de uma coisa só.
Quer trabalhar fazendo um aplicativo para rodar no desktop? Não é o Rails que vc vai usar e sim outrar bibliotecas como RubyTk, QtRuby, FXRuby ou WXRuby.
Mas acho que chega não é?
Como é possível discutir com alguém que acha que JVM é o equivalente ao .Net Framework?
O JVM só pode ser comparado com o CLR.
JVM = Java Virtual Machine
CLR = Common Language Runtime
.Net Framework é um conjunto de bibliotecas criado pela Microsoft para facilitar o teu trabalho. Que seria equivalente ao JDK.
A máquina virtual do Ruby é o YARV ou a própria JVM no caso do JRuby. Ou até mesmo o DLR no caso do IronRuby.
Ao contrário do .Net Framework o Ruby não tem um conjunto único de bibliotecas. As suas bibliotecas são separadas em arquivos chamados gems. O Rails é só mais um gem para desenvolvimento WEB.
Entendeu agora ou eu preciso desenhar?
O Dennes, vamos fazer o seguinte:
Você não vai convencer a gente, nem a gente você, então vamos acabar com essa discussão, e cada um pro seu lado.
Você fique com o .NET e tudo que ele contempla e seja feliz, se quiser falar mal ou quiser esclarecer melhor seu ponto de vista sobre o Ruby On Rails e o .NET, vantagens e desvantagens, faça isso no seu site totalmente Web 2.0(mais uma sigla que não significa nada).
E deixe nós nós ridículos e burros desenvolvedores Ruby On Rails falar e dar nossas opiniões no nosso meio, você já conseguiu destaque demais na nossa área…
Assim os dois lados ficam felizes, eu não gastei e nem vou gastar saliva com você, é inútil tentar discutir, conheço 500 iguais você e não vou conseguir mudar cada um.
Se um dia mudar de opinião talvez possa te pedir alguma explicação, por enquanto nós aqui na nossa e você na sua.
Finalizando, e sem dar mais nenhuma palavra sobre isso.
Alfredo,
Pois é, conheço também milhares iguais a você, que apesar de já ter se deparado com 500 pessoas apresentando-lhe inúmeros argumentos técnicos (conte quantos tem em cada mensagem minha), faz questão de ao invés de debater os argumentos técnicos, para alguma evolução mútua, fechar os olhos a tudo e se manter como um fanático religioso.
Web 2.0…. nossa, quanta besteira você falou agora. Deveria saber que meu site não chega nem perto dos recursos de “Web 2.0″. Mas sim, a sigla significa muita coisa sim e isso tem sido falado até em universidades. Pesquisa um pouco no YouTube, vai encontrar vídeos de professores universitários explicando o que é a Web 2.0. Garanto a você que não são vídeos chatos.
Sinceramente, espero que não me peça explicação não. Detesto fanáticos incapazes de uma análise técnica.
Dennes
Obs : Legal, Carlos. Você escreve uma mensagem cheia de besteiras, em que até a definição do framework .NET está errada, e bloqueia os comentários. E ainda diz que não é fanatismo…
Dennes e demais… chega de comentários por aqui o assunto já está encerrado. Se .Net é melhor ou pior, como disse o Ronie, dane-se.
Quanto a bloquear teus comentários Dennes, não fiz isto, mas o wordpress começou a jogá-los na lista de spam devido a grande quantidade deles.
Apenas respondendo seu último comentário:
“Mas ok, se você assim deseja, vamos lá, vamos ver o que você pode fazer com ASP.NET, tendo o framework .NET ao seu alcance, e vamos ver se você consegue fazer isso com Rails :”
1) Acessar e gerar WebServices – se quiser tirar o gerar, pode deixar só o acessar, tem problema não
Sim
2) Acessar serviços TCP remotos
Sim
3) Manipular Sockets e protocolos de rede diretamente
Sim
4) Fazer geração de imagens dinamicamente
Sim
5) Fazer geração de código dinamicamente (sim, o ASP.NET pode, via código, gerar e compilar uma nova .DLL)
Sim
6) Gerar e controlar multiThreading no servidor web
Sim
7) Manipular serviços instalados no servidor
Sim
Gerar logs de eventos direto para o event viewer
Direto para o Event Viewer eu não sei, provavelmente não, até pq não existe isto em outras plataformas. Mas gerar log claro que sim.
9) Gerar contadores de performance que possam ser analisados pela equipe de infra dentro da ferramenta já existente no sistema operacional
Novamente, lembre-se que o Ruby é multiplataforma, então…
Obrigado a todos… espero que todos estes comentários sirvam para algumas coisa.
Grande abraço e boa sorte a todos!
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[...] este blog foi “vitima” de uma acirrada discussão entre programadores RoR e um fanático por .Net. Mas isto são mágoas [...]
[...] que se iniciou por conta de um post chamado Porque Rails é melhor que ASP.NET? e terminou no post Ruby on Rails não tem futuro – corra atrás da sua certificação enquanto é tempo, no blog do Carlos Brando, que de certa forma originou o post que compara o Rails ao ASP.NET quando [...]
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