
Jason Calacanis escreveu um artigo com 17 dicas para uma startup economizar dinheiro. Você pode ver a relação em português aqui.
Eu particulamente gostei de algumas como “Compre mesas baratas e cadeiras caras. Mesas não servem pra nada, cadeiras sim”, “Não se preocupe com sistema de telefonia. A maioria usa a internet e seus próprios celulares pra se comunicar” e “Compre Mac e se livre dos caras de suporte”. Mas uma das dicas fez alguns dar pulinhos…
Demita quem não for workaholic.
David Hansson, que é famoso por se envolver em algumas briguinhas de vez em quando, resolveu responder publicando um post com o titulo: “Demita os workaholics“, onde ele lista 5 motivos para isto. Entre os motivos: Workaholics ao tentar resolver um problema são suscetíveis a ficar atirando por muitas horas contra ele até resolve-lo. Pessoas que trabalham até tarde sempre, faz com que as pessoas que não fazem isto se sintam intimidadas a ficar mesmo sem necessidade. E, trabalhar com um workaholic é um saco, porque normalmente eles são pessoas chatas, já que só pensam em trabalho.
É claro que não foi somente David que caiu matando em cima de Jason, tanto que ele acabou alterando seu artigo original para explicar melhor o que ele quis dizer:
Demita pessoas que não
são workaholicsamam seu trabalho… vamos lá, é assim em uma startup,não estamos de brincadeira.não trabalhe em uma uma startup se você não entrar de cabeça  vá trabalhar nos correios ou no stabucks se você não estiver disposto a entrar de cabeça.se quer uma vida equilibrada.
E você é workaholic?
Aliás, vale lembrar que essa dica das cadeiras caras e mesas baratas foi originalmente dada pelo Kent Beck, no seu livro TDD By Example. Por coincidência, eu “quotei” aqui faz um certo tempo já: http://conceitua-se.blogspot.com/2007/11/buy-some-nice-chairs.html .
Eu sou o extremo oposto do workholic. Acho que trabalhar 8 horas por dia é o máximo aceitável, e mesmo isso eu acho muito, já que eu não consigo ficar 100% concentrado durante esse período.
E isso não tem nada a ver com ser vagabundo ou simplesmente não gostar do que faz. Eu amo computação e tecnologia de uma forma geral, mas gosto de ter algum tempo livre, inclusive para estudar novas coisas dentro da computação.
Se eu tivesse uma startup, os desenvolvedores dela trabalhariam apenas 6 horas por dia. Eu sei que essa quantidade pode parecer insuficiente, mas na verdade a maioria das pessoas não produzem durante as 8 horas que trabalham.
Então se é pra escolher entre ter alguém 8 horas na empresa produzindo mais ou menos durante umas 6 horas, e ter alguém durante 6 horas produzindo mais ou menos a mesma coisa, eu fico com a segunda opção.
O desenvolvedor fica mais feliz por ter mais tempo pra fazer outras coisas, incluindo estudar tecnologias que podem vir a ajudar na startup. Além disso, como consequência, eu acredito que ele naturalmente ficará mais disposto no trabalho, já que dificilmente ele o verá como algo cansativo, e é justamente isso que faz ele ser tão produtivo quanto alguém que trabalhe durante as 8 horas usuais.
Eu me lembro de uma vez ter lido que os funcionários da 37signals durante o verão só trabalhavam 4 dias na semana. Também é interessante.
Aqui o problema normalmente não é querer trabalhar muitas horas por prazer, e sim por dinheiro… acho eu.
Acho que na maioria das vezes não é por dinheiro que as pessoas ficam até mais tarde. Quantas empresas que você conhece que pagam hora extra? :-) Eu conheço poucas.
Geralmente o povo fica até mais tarde para cumprir prazos absurdos.
Bom… eu nunca trabalhei de graça na minha vida. Só fico até mais tarde se vou receber por isto.
Mas vc tem razão, algumas empresas são assim mesmo.
^ELOMARNS: O problema não está relacionado a quantidade de horas diárias, mas sim a eficiência do trabalhador nas horas em que trabalha. O fato é que ninguém irá ser 100% eficiente em 8 horas ou em 6 horas de trabalho. Logo você pode assumir uma proporção de: Para cada 60 minutos de trabalho produtivo, 10 minutos serão improdutivos (ida ao banheiro, copa, ler email particular, atender telefones, etc). Então de 7h produtivas, 1 hora está relacionado a outras coisas.
Olá, “Frank” Hollander.
Eu concordo que ninguém é produtivo durante 100% do tempo que passa na empresa, ou em qualquer atividade, mas acredito que, em termos de porcentagem, a carga horária de 6 horas é mais proveitosa, já que apesar de ter as distrações que você mencionou, pelo menos conseguimos eliminar um problema: o cansaço.
Aliás, o cansaço, além de ser uma distração que reduz o tempo em que o desenvolvedor realmente está trabalhando, tende, ao meu ver, a reduzir a qualidade do trabalho nas horas finais, justamente por estar há muitas horas envolvido no trabalho.
Por fim, outra vantagem que eu vejo nesta carga horária reduzida é a satisfação pessoal do funcionário, já que ele certamente ficará feliz por ter ganho duas horas por dia. E segundo pesquisas, pessoas felizes são mais produtivas, e provavelmente também são mais eficientes. Além disso, como eu já disse antes, existe ainda a possibilidade do desenvolvedor passar essaas 2 horas extras, ou pelo menos parte dela, estudando algo que acrescente no seu ambiente de trabalho.
Enfim, por esses motivos eu implantaria esta carga horária caso tivesse uma empresa, no entanto, algo importante pra esse sistema funcionar é que a equipe seja composta por desenvolvedores realmente bons, que gostam do que fazem, então um bom processo de RH é fundamental também. Senão eu estaria apenas reduzindo o tempo que os profissionais ficariam contando pra ir embora pra casa. Se bem que praticamente qualquer negócio relacionado a TI precisa de um processo de RH eficiente.
Eu não sei, Elomarns… acho que simplesmente mandar o pessoal para casa não necessáriamente quer dizer que a pessoa vai ser feliz. Conheço muita gente que trabalha meio periodo (em outras areas) e ainda assim não estão felizes.
Concordo com você, Carlos. E de certa forma o que eu propus acima não é o ideal para todos, já que há mesmo algumas pessoas que preferem trabalhar durante 8 horas, seja pelo salário, ou porque gosta, ou se acostumou, a esta carga horária.
Acho que nesse caso as coisas deveriam ser de acordo com a opção pessoal de cada um, mas confesso que seria bem difícil administrar uma equipe onde alguns trabalhariam 6 horas e outros trabalhariam 8 horas.
Mas acho que valeria a pena tentar algo nesse sentido da carga horária reduzida e flexível, onde os desenvolvedores teriam a liberdade, e não a obrigação, de trabalhar apenas 6 horas. Se a empresa em questão for flexível, tal forma de trabalho poderia ser descontinuada a qualquer indicativo de que não está funcionando.
Mas realmente acho que seria uma aposta, e não uma certeza, mas acho que eu apostaria.
P.S.: Desculpe pelo comentário anterior, apertei o sem querer.
Hmm… neste caso acho que seria mais interessante (para mim) trabalhar um dia a menos na semana. Desde que o salário seja o mesmo, claro!
Boa… Acho que esse lance de produção é muito relativo. Principalmente para quem programa. As vezes estou na rua produzindo, não necessariamente precisamos estar em frente a um computador produzindo. Cansei de resolver problemas fora do ambiente de trabalho, como medir isso?
Acho complexo demais, não acham?